Ana Jansen, Nhá Jança ou Sinhana foi uma mulher forte, dominadora, que não admitia submeter-se ao jugo de um marido e muito menos assumir o papel feminino tradicional (reprodutora, mãe de filhos e dona de casa). No século XIX, por volta de 1830, e no Maranhão, uma tal mulher seria no mínimo um caso escandaloso. Mas além desse comportamento pouco convencional, Ana postulou (e conseguiu) uma posição política na província. Detentora da comercialização de água à população e manipuladora do jogo político provincial, Ana praticava um despotismo para manter os próprios privilégios, digno da voracidade de seus inimigos, conflitos estes que impulsionam a trama.

 

Prêmio Arthur Azevedo – Universidade Federal do Maranhão
Prêmio Brasília de Teatro – Governo do Distrito Federal e Instituto Nacional do Livro.

Disponível na Biblioteca Pública Benedito Leite e biblioteca da UFMA.
Registrado no Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional.

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